22 de Novembro: Dia do Músico.

22 de Novembro: Dia do Músico.

Hoje, dia 22 de novembro, é Dia do Músico. A palavra música é de origem grega e vem do termo musiké téchne, que significa “a arte das musas”, que eram entidades – ou deusas, para alguns – que viviam a inspirar toda sorte de artistas na Mitologia Grega. No catolicismo, a música tem a ver com outro ser feminino, pois o dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, jovem romana que teria mantido a virgindade depois de converter o marido e, que por professar a fé cristã, foi decapitada no séc III, sendo celebrada nesta data desde o séc VI. Embora haja diversas e incongruentes histórias sobre sua relação com a música, no séc XV a santa tornou-se padroeira da música e do canto sacro, e por conseguinte, padroeira da música e dos músicos, motivo pelo qual comemora-se o Dia do Músico na mesma data.

Independente das histórias de gregos e romanos, nós da Artmanha, que sempre adoramos uma boa música, aproveitamos essa data para lembrar alguns nomes do panteão da nossa MPB com estampas que homenageiam Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha, Caetano

A Bandinha é uma das atrações da Artmanha

A Bandinha é uma das atrações da Artmanha

Veloso, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Jacob do Bandolim, além do genial John Lennon e do fantástico Louis Armstrong. Além disso, temos também desenhos que fazem referência a diversos instrumentos e gêneros musicais, para todos os gostos, além das famosas bandas de samba e jazz, feitas em cerâmica.

Para quem gosta de um bom chorinho, Jacob do Bandolim e Pixinguinha, amigos que eram, não podem faltar. Jacob foi músico, compositor, e bandolinista, daí o apelido, e, entre suas composições estão clássicos como Vibrações, Doce de Coco, Noites Cariocas e Assanhado. Seu amigo Pixinguinha, com quem Jacob passou sua última tarde antes de ir tocar no andar de cima, foi também compositor e maestro, além de excelente flautista e saxofonista, de reconhecimento internacional por suas obras, como Carinhoso e Lamentos, esta última em parceria de Vinícius de Moraes. Por incrível que pareça, quando compôs esses choros, Pixinguinha foi criticado porque suas canções tinham uma inaceitável influência do jazz. Entre suas centenas de choros também estão Rosa, Vou Vivendo, 1×0, Naquele Tempo e Sofres Porque Queres.

Do choro ao samba, vamos com um time de primeira, começando pelo mais famoso poeta da Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Autor de clássicos do samba como Com Que Roupa?, Feitiço da Vila, Palpite Infeliz, Conversa de Botequim e Fita Amarela, Noel Rosa, que foi recriminado no início da carreira por pertencer à classe média, é considerado por muitos um dos maiores e mais importantes artistas brasileiros da história, por sua importância na legitimação da música do morro nas rádios brasileiras da época. Era respeitado, inclusive, por outros dois monstros sagrados do samba e da Mangueira, Cartola e Nelson Cavaquinho. O primeiro, apesar de falecido há mais de 30 anos, continua firme e forte no coração da sua Estação Primeira e de todos os amantes do samba. Autor de obras imortalizadas como As Rosas Não Falam, O Mundo É Um Moinho, Acontece, O Sol Nascerá, Quem Me Vê Sorrindo, Tive Sim, Corra E Olhe O Céu, e Alvorada, Cartola chegou a ser dado como morto e desapareceu do cenário da música brasileira por mais de 20 anos, tendo sido reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto, e sido por ele convencido a voltar a cantar. No que a MPB e todos nós agradecemos, é claro! Foi no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica, sua segunda esposa, em que começou a se apresentar publicamente Nelson Cavaquinho, apelidado assim porque usava o instrumento no início da carreira, quando estudou chorinho, embora, alguns anos mais tarde, tenha trocado o cavaco pelo violão, que o acompanharia até o fim da vida. O sambista deixou mais de 400 composições, marcadas pela simplicidade e temas do seu cotidiano, como o violão, mulheres, botequins, e a morte, que podem ser percebidos em suas canções mais famosas, como Rugas, Quando Eu Me Chamar Saudade, Luto, Eu E As Flores, Juízo Final e Luz Negra, além dos clássicos A Flor E O Espinho e Folhas Secas.

Com o fim de semana chegando, deu até água na boca de ouvir uma boa música, não é? Mas não precisa esperar até amanhã, porque a gente preparou uma playlist recheada desses e de outros clássicos da nossa música para você ouvir em qualquer lugar. Afinal, para nós, não só nesse 22 de novembro, mas todo dia, pode ser o Dia do Músico!
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1 Comentário

  1. parabéns, artmanha, pela lembrança do dia do músico…prá cima e prá baixo com instrumentos nas costas!

    alimenta a alma. é a arte…
    e me acalma.
    e dela faz parte

    edson cadorin

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