Então é Natal!

Então é Natal!

Então é Natal. O ano mais uma vez passou batido, nos dando a impressão de que, mesmo sem asas, as horas, dias, meses e anos podem voar. Esse ano voou. Parece que foi ontem que o povo brasileiro parou as principais capitais do país durante as passeatas que mobilizaram mais de 1,2 milhão de pessoas e tomaram proporções internacionais durante a Copa das Confederações, em junho. Neste ano nos chocamos também com muitas tragédias e é impossível não lembrar das dezenas de mortes provocadas pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ou das catástrofes provocadas pelas fortes chuvas na Região Serrana do Rio no início do ano.

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2013 teve a renúncia do Papa Bento XVI e a posse de Papa Francisco, o primeiro nascido no continente americano; teve ainda a surpreendente queda do meteorito na Rússia que deixou mais de 1200 feridos, e o terremoto em Sichuan, na China, que matou mais de 200 pessoas e deixou mais de 11 mil feridos. Não esqueçamos também da inédita prisão de políticos brasileiros envolvidos no escândalo do Mensalão. Tudo isso num ano inteiro. Que ainda nem acabou. Mas está quase lá.

Papa considera 'justos' protestos no Brasil / Rio de Janeiro (Jornada Mundial da Juventude)

Papa considera ‘justos’ protestos no Brasil / Rio de Janeiro (Jornada Mundial da Juventude)

Então, chegando como que de susto, é Natal. Mal nos demos conta de tanta informação. Ao redor do mundo circularam tantos acontecimentos marcantes que nos é impossível perceber a fundo como todos eles provocaram o nosso olhar sobre os nossos próprios movimentos. Cada um de nós tem a sua própria conta particular de eventos que não saíram nos jornais, mas que marcaram as nossas vidas neste surpreendente 2013. Casamentos, aniversários, formaturas, nascimentos, e tantas outras comemorações que reuniram amigos e parentes ao longo do ano. Cada gesto íntimo de liberdade, cada impulso eletrizante, cada minuto de angústia, todo entardecer.

Quando ainda estamos recuperando o fôlego, percebemos que todo ano é assim: aquela lista interminável de pessoas queridas para presentear, a casa para arrumar, parentes e amigos para receber ou visitar, lojas cheias, férias das crianças, uma correria só. A mesma correria com que atravessamos a maratona do ano inteiro. Parece que não há remédio para nos aliviar da rotina, mas a esperança e a fraternidade insistem em permaner lado a lado tentando nos convencer do contrário. Com fé elas caminham com passo firme, desenhando o sentido que já queremos dar para o próximo ano. Ficamos mais sensíveis aos problemas alheios, olhamos o mundo que jaz à nossa sombra, perdoamos e esquecemos do caos da vida moderna —  e ficamos, talvez, um pouco mais humanos.

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E então é Natal. Um tempo para a confraternização entre os povos, famílias e amigos. Tempo de lembrar do outro mais que de nós mesmos. Tempo de amar sem culpa, sem preconceito, sem medo de ser feliz. Aqui na Artmanha acreditamos que deveria ser sempre assim. Porque, sim, é possível viver sem tanta pressa, sem toda essa velocidade enlouquecedora que faz com que passemos voando sem rumo pela vida, quase sem dar a importância e o valor que ela merece… A vida é nosso maior presente! Então, aproveitemos essa época de festas para rir, cear, sonhar e comemorar, seja o nascimento de Cristo, seja o abraço de reencontro de um amigo. Aproveitemos esse sopro de humanidade que nos enche o coração no Natal para lembrarmos que podemos ser mais humanos durante o ano inteiro, podemos mudar o mundo se mudarmos nossa maneira de ver e lidar com esse mundo. Precisamos disso.

Talvez, mais do que nunca, precisemos cuidar mais de cada pequeno detalhe do planeta, como cuidamos das pessoas que nos são queridas. Pois é mais do que sabido: em todo sentido nosso planeta está carente. E cabe a nós, a todos nós, fazê-lo sorrir outra vez e pensar: que presente estamos dando ao nosso planeta? Mesmo sem uma resposta definida desejamos que neste Natal tenhamos mais inspiração, para que continuemos provocando ideias e criando maneiras sustentáveis e cada vez mais saudáveis de viver em paz com a Terra e com os outros. Pode ser que o ano inteiro venha a ser tempo de confraternização entre os povos, famílias e amigos. Porque assim, então, será verdadeiramente Natal.

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